Autocaravana pela Croácia

Autocaravana pela Croácia

Iniciamos mais uma viagem, desta vez, até à Croácia. Depois de sairmos de Portugal a nossa primeira paragem foi em Ávila. Dado que não existe uma área de serviço para autocaravanas nesta cidade, optamos por estacionar no parque estacionamento, junto à polícia, local habitual nas nossas estadias.

N 40º 39´39´´  W 4º 42´15´´

Este parque tem uma vista muito bonita para as muralhas que envolvem a cidade e fica muito próximo do centro histórico.

Ávila é a mais alta capital provincial de Espanha (1131m), daí as suas estradas, durante o inverno ficarem, por vezes, bloqueadas pela neve. O centro da cidade está rodeado pelas mais preservadas muralhas medievais da Europa, que se podem visitar. Em 1985 a cidade e as suas igrejas extramuros foram incluídas na lista de Património Mundial da Unesco.

É conhecida por ser a terra natal da Santa Teresa de Jesus, fundadora de vários conventos para as seguidoras da Ordem das Carmelitas Descalças. Em cada rua há estabelecimentos comerciais, hotéis e doçaria que utilizam o seu nome e a sua imagem.

Em gastronomia o prato tradicional é o “chuleton” e os doces de gema de Santa Teresa a que não nos fizemos rogados.

 

Muito mais se pode encontrar, numa vossa visita à cidade de Ávila, nós seguiríamos para Segóvia.

Acompanhe a nossa viagem no Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=zTuv8nZ8McY&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3N_qIutM6ueQA0uvpcMrfx1aQ_fM8dAnP-z-0A2dtr1nqyJIzS_ykvDUQ

Ao chegarmos a Segóvia procuramos a área municipal para autocaravanas. Não tem muitas condições mas permite pernoitar e visitar a cidade.

N 40º 56´26´´   W 4º 6´26´´

SEGÓVIA  é cidade Património da Humanidade, de cruzamento de culturas que nos acolhe com os seus monumentos e ruas cheias de história. Sem dúvida que o monumento mais impactante é o aqueduto, com cerca de dois mil anos. Uma obra de engenharia hidráulica romana que abasteceu a cidade, até há poucos anos, de água vinda da Serra, a cerca de 16km.

Outros monumentos são referência da cidade como o belíssimo Alcazar e a Catedral.

As ruas cheias de turistas, chineses ou japoneses (confessamos que não os distinguimos) e excursões de estudantes que calcorreiam as ruas históricas. A cidade é rodeada por uma muralha completa, bem conservada, com cerca de 3,5km. A presença dos judeus com as lojas, residências, cemitério e sinagogas são referência marcante do desenvolvimento desta cidade, na idade média.

A nível gastronómico o “Cochinillo de leche” (leitão) é prato típico presente em todos os restaurantes, por cerca de 25€, que não se deve recusar.

A nossa autocaravana seguiu viagem para Zaragoza. A cidade está equipada com uma AS para autocaravanas de grande qualidade.

N 41º 40´54´´ W 0º 53´24´´

Área de pernoita Saragoça

Esta área de Serviço oferece a possibilidade de aceder ao centro histórico da cidade apanhando o trem que passa mesmo em frente. Foi isso que fizemos!

Área de Serviço para mudança técnica

 

Chegados à cidade dirigimo-nos ao centro de turismo e inscrevemo-nos numa visita guiada. Com um valor muito acessível de 2 €, é a melhor forma de conhecer Zaragoza.

 

Banhada pelo rio Ebro, esta cidade, a quinta maior do país, situa-se estrategicamente entre Madrid, Barcelona e Valência distando 300 km de cada uma.

Basílica Nossa Senhora do Pilar

No seu centro, encontramos a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, considerada como um dos doze tesouros de Espanha.

 

 

Por Zaragoza passaram romanos, muçulmanos, judeus e cristãos recebendo, por isso, o título de “Cidade das Quatro Culturas”.

Teatro Romano

Fundada por Cesar Augusto no ano 24 aC e, em sua homenagem, recebeu na antiguidade o nome de Caesaraugusta.  Podemos confirmar vendo o traçado original da cidade romana, assim como alguns vestígios como as muralhas, o fórum e o teatro romano.

Vejam a nossa viagem a Saragoça, no  Youtube.

A nossa viagem continuava na direcção de Andorra, mas primeiro fizemos uma etapa, na localidade olímpica de La Seu d´Urgell.

Área de Serviço

Equipada com AS para autocaravanas foi um bom local de paragem. O piso é em terra, o que em dias de chuva, fica enlameado.

N 42º 21´31´´   E 1º 27´54´´

 

La Seu d’Urgell, está localizada na planície de Urgellet, na Catalunha, entre os rios Segre e Valira, nos Pirinéus. Faz fronteira com o Principado de Andorra. A origem da cidade remonta ao tempo dos romanos.

Parque Olímpico
Rua medieval

Possui um parque olímpico de canoagem, onde se realizaram os jogos olímpicos de Barcelona, em 1992. É procurada por atletas de remo e caiaque.

A localidade muito animada, especialmente em dias de mercado, merece uma visita ao seu centro histórico.

Catedral

Entre muitas curiosidades pode-se encontrar a catedral, inteiramente românica na Catalunha e o museu da diocese.

 

A viagem entraria agora nas montanhas dos Pirenéus. Passamos a fronteira de Andorra. Existem dois locais onde costumamos pernoitar. O primeiro, mesmo à entrada vindo de Espanha, no parque de estacionamento do supermercado River, em ST. Julià de Lòria. Tem uma AS para autocaravanas.

N 42º 27´13´´  E 1º 29´10´´

Estacionamento no parque do supermercado River

Um local muito prático para se visitar Andorra a Velha. Em frente há uma paragem de autocarro L1 onde, por 1,80€, nos leva para o centro da cidade.

https://www.youtube.com/watch?v=8l5zGsCqy5Q&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1ep8YkS7_NF3tEPTkb-6PfrmZoWgOpw4-BHV2fNlJL-3kdNOqd3gOsYPQ

Não esquecer que este local é o ideal para as últimas ou primeiras compras em Andorra.

Optamos por ir para o parque de campismo de Valira, local habitual para pernoitar quando por aqui passamos. O facto de podermos dispor de electricidade, contribui muito para a nossa escolha.

N 42º 30´06´´   E 01º 30´55´´

Andorra a Velha

Localizado próximo da zona de compras de Andorra a Velha, 15 minutos a pé, ou apanhar um autocarro à porta do Parque de campismo. Oferece condições razoáveis para uma estadia com comodidade e segurança.

Andorra é a capital mais alta da Europa, situada a 1013 metros de altitude, é um importante centro turístico, procurado pelas suas compras com preços convidativos e também para a prática de desportos de inverno.

Depois das compras feitas, algum repouso e a autocaravana com a mudança técnica efectuada no parque de campismo, seguimos viagem em direcção a França.

Seguimos em direcção a Pas de La Casa. Um resort e uma estação de esqui, que se encontra, praticamente, na fronteira de Andorra-França e fica situada a mais de 2.000m de altitude. Foi a nossa escolha para descansarmos e fazer mais umas compras. Para se chegar até a Pas de la Casa pode-se seguir por uma estrada montanhosa que sobe até ao pico chamado Port d’ Envalira ou através de um túnel moderno, com portagem (6,70 euros ). Este túnel está classificado como o mais alto da Europa, acima dos 2.000m.

Tunel

Optamos pelo túnel, foi mais rápido e menos perigoso, apesar de não desfrutarmos das maravilhosas paisagens que se encontra pelo caminho cheio de neve. Fizemos uma pausa agradável, onde pudemos ver os elevadores e as pistas de esqui. Este local é escolhido habitualmente para as viagens e finalistas.

Acompanhe esta viagem no nosso canal do Youtube.

https://youtu.be/tNJ_acwP0tQ

Pistas e teleféricos

Como ainda pertence a Andorra esta é a ultima oportunidade atestar a autocaravana com gasóleo, a um preço que não voltaríamos a encontrar em toda a viagem, mais ou menos a 0,90€/l.

Iniciamos a descida dos Pirenéus, passando por paisagens cobertas de neve, para terras de França com o objectivo de visitar  o parque temático Lá Cité d’Espace em Toulouse. Já conhecíamos o local para estacionar a autocaravana, situado mesmo à porta de Lá Cité de l’espace.

Portão do parque de estacionamento

Um parque de estacionamento fechado por um portão, mas entre as 10h e as 19h basta tocar na campainha à entrada que o portão abre automaticamente. Pode-se sair em qualquer altura.

Parque de estacionamento

Este local é partilhado com autocarros de turismo. Não tem área de serviço, mas é muito prático para a visita ao parque temático e mesmo em frente apanha-se um autocarro, o bus 37, que nos levou para uma estação de metro, paragem Jolimont  pelo valor de 1.75€. Depois pelo mesmo valor apanha-se o metro para a paragem capitólio que fica no centro de Toulouse. Depois foi só explorar a cidade.

Cité de l’espace

A “Cité de l’espace”, em Toulouse,  é um parque temático, que se debruça sobre a história da exploração espacial. As informações são completas com inúmeras manipulações e simuladores engraçados que nos permitem descobrir aspetos curiosos da exploração espacial como, por exemplo, a sensação de poder caminhar como os astronautas sobre a Lua.

Estação espacial

Além dos modelos das naves, o parque tem espetáculos Imax, sobre um écran gigante, um planetário para descobrir o céu, visitar a estação espacial Mir, a cápsula Soyouz e ver uma pedra lunar verdadeira.

Relativamente a Toulouse, aproveitamos e fomos até ao seu centro. Toulouse é a quarta maior cidade da França. Ela é conhecida por ser o centro da indústria aero-espacial, do Airbus, tem um museu que não tivemos oportunidade de visitar. Tudo que esteja relacionado com satélites, GPS, centros espaciais, transportadoras aéreas encontra sede em Toulouse.

Tem uma das mais antigas universidades da Europa, fundada em 1229. No nosso passeio pudemos ver também a sua arquitectura peculiar, feita de tijolos rosa terracota e que lhe valeu o apelido de Ville Rose. Como chovia, refugiamo-nos num salão de chá e tomamos um “thé vert” bem quentinho acompanhado com um delicioso bolo regional que nos confortou.

No dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, seguimos viagem pela região da Camarga. O destino seguinte seria Aigues-Mortes. Em Aigues-Mortes há dois locais para estacionar: um mesmo junto às muralhas que circundam a localidade, com o custo de 23,40€/24h.

N 43º 33´57´´ E 04º 11´45´´

Este local é muito prático dada a sua localização e permite fazer toda a visita a pé. Nós optamos por outro local a 2 km de distância, com o preço de 10€/24h + 4€/electricidade.

N 43º 33´48´´  E 04º 09´50´´

Este local fica mais isolado, no meio de uma área protegida de salinas. Para nos deslocarmos à localidade podemos ir a pé ou de bicicleta. Optamos por ir de bicicleta.

Muralhas da cidade de Aigues Morts
Aigues Morts

Aigues-Mortes é uma cidade fortificada e rodeada de lagoas, canais e salinas, perto de Montpellier.  Está ligada ao mar pelo canal du Grau-du-roi. As suas magníficas muralhas, foram construídas no século XII e encontram-se muito bem preservadas. No seu interior, a vida decorre normalmente não se verificando abandono ou a desertificação habitual dos burgos antigos.

No dia seguinte, continuamos a viagem. Estávamos a viajar pela costa azul francesa onde estacionar a autocaravana é muito complicado. Por esse motivo decidimos ficar na área para autocaravanas da Vila de Saint Maxime. 

N 43º 19´02´´  E 06º 37´48´´

Área de Serviço de Saint Maxime
Marina junto à capitania Saint Maxime

Esta área tem um local para mudanças técnicas no exterior, grátis, para se pernoitar paga-se 10€/24h sem electricidade. Depois de um percurso a pé, leva-nos ao centro da vila de Saint Maxime, onde encontramos esplanadas, restaurantes, lojas… enfim o ambiente da Cote d´Azur. Na marina encontramos um serviço de barcos que nos transportou ao centro da Vila de Saint Tropez (Ida e volta 13€)

 

Cais da Cote de Azur

A cidade de Saint-Tropez, antigamente foi uma vila de pescadores. Atualmente tornou-se um dos pontos turísticos franceses frequentados por jovens milionários e estrelas de Hollywood. Essa reviravolta, aconteceu nos anos 60, quando a atriz Brigitte Bardot se mudou para o local, sendo seguida por muitos fãs e admiradores de seu estilo de vida.

O cais de Saint-Tropez tem muitos iates milionários ancorados e mansões de pessoas, “sem problemas de liquidez”, como referiu o guia.

Existem muitos restaurantes na rua do porto assim, como na cidadela. Os preços, apesar de variados, são um pouco elevados. Ao fim da tarde há o desfile habitual de pessoas maquilhadas, saltos altos, saias curtas, bolsas Louis Vuitton e grandes carrões.

É interessante vir a Saint Tropez e imaginar as cenas de filmes que lá rodaram e as inúmeras canções de artistas que as cantaram.

 

Deixamos a Cote d’Azur  e a viagem continuou por terras de Itália. A cidade seguinte não a conhecíamos . Genova!

Camping Villa Doria

O local escolhido para estacionar foi o camping Villa Doria. O acesso é um pouco complicado, por ruas estreitas e com bastante trânsito. Estávamos em Itália, o que se poderia esperar mais? Nada que não se resolva.

N 44º 25´55´´  E 08º 48´50´´

Receção do camping Villa Doria

O acesso pelo meio da cidade obriga a manter a calma … a autocaravana vai passar, mesmo que pareça o contrário. Não temos fotos porque não nos lembramos disso, tal era o stress.

Na receção do parque, a simpatia e a alegria do pessoal (pudera, eles sabem o que passamos!) fazem esquecer tudo. Na receção fornecem toda a informação turística. Este parque tem boas condições, uma boa área de serviço e, como fica na montanha, é muito bonito.

Estação de comboio

Para visitar Génova apanhamos o bus 93 perto da porta do parque que nos levou à estação do comboio. Na estação compramos o bilhete diário, que sendo para 4 pessoas custou 9€ e permitiu utilizar todos os transportes durante 24h.

Estação ferroviária de Génova

A cidade de Génova foi uma cidade governada por mercadores e banqueiros. Os mercadores genoveses enriqueceram bastante com o transporte de mercadorias do Médio Oriente como a seda, pedras preciosas e as especiarias, muito apreciadas na Europa no século XII.

O seu poder financeiro durou até a fim do século XVII, depois entrou lentamente em declínio. Ao caminharmos pelas ruas podemos ver o testemunho da permanência dos mercadores. Subimos no elevador panorâmico e desfrutamos da cidade em 360º.

Vista panorâmica de Génova

Há diversos monumentos considerados patrimónios Mundial da Humanidade entre os quais a Catedral e a Lanterna de Génova. Depois de termos ido à marina e visto um galeão antigo regressamos ao parque de campismo para o merecido descanso.

De manhã, o caminho para a Croácia, continuava. A paragem seguinte foi em Verona. Ficamos na área de serviço para autocaravanas da cidade (10€/24h)

N 45º 26´02´´  E 10º 58´ 41´´

Área camper Verona “Porta Palio”

Esta área de serviço tem boas condições, apesar de não ter electricidade. Uma pequena unidade hoteleira mesmo em frente da área oferece os serviços de lavar e secar roupa, sanitários com duches e secadores de cabelo. Um placar de serviço contém estas e outras informações.

Depois de bem instalados, fechamos bem as portas e janelas, que por aqui “o seguro morreu de velho” e a pé dirigimo-nos para o centro da cidade. Logo à saída da área de serviço encontramos um monumento “a porta Palio”, mais à frente o Palazo Vechio e depois é um nunca mais acabar de obras de arte e arquitectura que preencheu o nosso dia.

Átrio da casa da Julieta

Esta cidade ficou famosa, por ter sido o local onde foi passada a peça de Romeu e Julieta. A casa de Julieta, é um edifício que remonta ao sec. XIII que, de acordo com a tradição, era a casa dos Capuleti, a personagem principal dessa história amorosa, tornada imortal pela tragédia de William Shakespeare. No pátio interior, é visível a famosa varanda da lenda e junto uma lápide com versos da obra de Shakespeare em bilíngue, inglês e italiano. Está sempre cheia de turistas e os muros estão cobertos de mensagens de amor deixadas por quantos a visitam.

Anfiteatro romano

Não foi a primeira vez que visitamos esta cidade mas, apesar disso, sempre nos encanta. Não pudemos deixar de mencionar o famoso anfiteatro romano onde ainda hoje, se fazem espétaculos e desfiles de moda. Esta cidade foi declarada património da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e pela sua arquitectura.

L’intagliata ou Broada

CURIOSIDADES

L’intagliata ou Broada é um doce tradicional pascal de Verona. Tem a forma de uma coroa de espinhos, um símbolo para recordar a paixão de Jesus. É parecido com uma cavaca, muito leve e estaladiça. Muito Boa!

No dia seguinte a viagem continuou para visitarmos o nosso Santo António. A cidade de Pádua.

Esta cidade está dotada de uma área de Serviço para autocaravanas das mais modernas que já utilizamos, possibilitando o acesso muito fácil ao centro da cidade, utilizando o metro de superfície que parte mesmo da porta da área. Na estação do metro encontramos um bar que vende os bilhetes para a viagem.

N 45º 26´33´´  E 11º 53´20´´

 

Pádua para além de uma conhecida e prestigiada universidade é conhecida internacionalmente por ser a cidade onde o franciscano português, o nosso Santo António de Lisboa, onde passou parte da sua vida e morreu (1231). A 13 de junho, os habitantes de Pádua festejam a sua morte com a “ festa del Santo”.

Basílica de Santo António de Pádua

A Basílica apesar de ser muito procurada  por peregrinos do mundo inteiro, não é a catedral da cidade. O seu túmulo encontra-se na capela do tesouro, decorada com pinturas e esculturas de importantes artistas.

Túmulo de Santo António

Os frades franciscanos conventuais administram este espaço, impedindo que se tirasse fotos. Aproveitamos e fizemos uma visita guiada ao convento que se encontra anexo a esta basílica.

Em Pádua, ao percorrer as suas ruas, podemos apreciar os inúmeros testemunhos do rico passado histórico, cultural e artístico da cidade.

 

Curiosidade

Na cidade de Pádua assistimos a um concurso de tosquia organizado pelo departamento de agricultura.

Milhares de ovelhas eram tosquiadas por hábeis tosquiadores que competiam entre si, perante uma assistência numerosa.

 

 

 

 

 

Mas a viagem tinha de continuar e o destino seguinte era incontornável.

O percurso passava por Veneza e não houve como escapar à atração da sua visita. Por muitas vezes que se visite, Veneza é sempre surpreendente.

De todos os locais que conhecemos para se estacionar a autocaravana o nosso preferido, é o parque de campismo Fusina. Localizado junto à laguna. Este parque tem uma estação marítima a poucos metros, onde se apanha um vaporeto que nos leva directamente ao coração de Veneza. Os bilhetes são comprados na receção. Ir e vir por 13€ ou opta-se por um passe de 3 dias. Depois de 20 minutos de navegação na laguna, chegamos ao cais de desembarque Zattere. Os horários dos vaporetos variam consoante a estação do ano.

Veneza é uma das poucas cidades do mundo que pode ser descrita como única. Está assente em bancos de areia, criados pelo mar Adriático, formando 18 ilhas e 160 canais e regularmente sujeita a inundações.

Ponte de Rialto

É uma cidade classificada como Património Mundial da Humanidade.

Cerca de 12 milhões de turistas visitam anualmente, as suas praças, palácios, igrejas e onde as suas ruas, maioritariamente canais, exibem as glórias de um passado sumptuoso e próspero.

Um estaleiro de gôndolas.

Esta cidade, na Idade Média, esteve sob o domínio de sucessivas magistraturas dos “doges”, uma espécie de “presidente da República ” escolhido pelos nobres da cidade por um período limitado, quando nós portugueses, ainda nos encontrávamos no inícios da monarquia.

As gôndolas fazem parte do quotidiano de Veneza, desde o séc. XI, por serem adaptadas à circulação nos canais estreitos.

Depois de darmos um passeio de gôndola, regressamos ao parque de vaporeto prontos para prosseguir viagem, no dia seguinte.

 

 

O nosso destino seguinte seria a cidade de Trieste. Desta vez decidimos arriscar e estacionamos a autocaravana, junto ao cais do porto de recreio. Para nossa surpresa, pouco depois, estávamos acompanhados por mais companheiros autocaravanistas.

N 45º 38´47´´  E 13º 45´23´´

Estacionamento no parque da marina de Trieste
Piazza Unità d’Italia

Saindo do estacionamento, caminhamos ao longo do mar adriátoco e fomos dar à Piazza Unità d’Italia, a principal praça de TRIESTE e, segundo dizem, é a maior da Europa.

 

Teatro romano

Esta cidade portuária, está situada numa estreita faixa de território italiano situada entre o Mar Adriático e a Eslovénia. A Croácia, o nosso objectivo, ficava a cerca de 30 km mais ao sul.  Perto da Piazza Unità d’Italia, existe um teatro romano.

A sua construção está sobre a encosta da colina e é feito de pedra. A parte superior dos degraus e o palco seriam supostamente feitos de madeira.  As estátuas que o adornavam encontram-se no museu da cidade.

Arco de Riccardo , 33 aC.

Subindo a encosta, sempre com a vista do mar, fomos dar a um portão construído nas muralhas romanas, o arco de Riccardo (33 aC.). Mais acima visitamos a Basílica Paleocristã, o castelo San Giusto, construído sobre os resto de castelos anteriores e onde desfrutamos de uma vista privilegiada sobre Trieste.

Vista panorâmica da cidade de Trieste, do castelo.

Para visionarem o video de Trieste do Youtube, cliquem no link.

https://youtu.be/fCo1_udAkQI

Perto de Trieste, a caminho para a Eslovénia, fomos visitar a gruta do Gigante (Borgo Grotta Gigante) . Defronte há um parque que permitiu o estacionamento da autocaravana. Esta é uma das maiores grutas que já visitamos.

O bilhete custou 12€. Depois foi um descer de escadas sem fim, cerca de 500 degraus a descer e outros tantos a subir. Com agasalho um pouco quente, pois a temperatura no interior baixa aos 11º C,  uns sapatos antiderrapantes seguimos o guia que falava em inglês, francês e italiano.  Foi um passeio fantástico.

A viagem continuava. Desta vez pela Eslovénia. Dirigimo-nos para a cidade de Koper.

Esta cidade está equipada com uma área de serviço para autocaravana, localizada muito perto do centro histórico, de acesso muito fácil e com óptimas condições. Na entrada para a área de serviço há que ter calma.

Numa máquina à esquerda compra-se o bilhete Koper card ( 2,50€) , depois carrega-se o bilhete com 10€, o valor da pernoita com direito a electricidade e, só depois de passarmos o cartão pelo leitor de entrada, é que tivemos acesso à área.

N 45º 32´16´´  E 13º 44´15´´

Koper é uma cidadezinha, à beira mar onde a mistura da cultura italiana e Eslovena se misturam. Aqui quase toda a gente fala italiano, come pizza, queijo e bebe vinho. Percebe-se que esta cidade, em tempos, foi ocupada por venezianos. A cidade de Koper é engraçada. É pequenina, tem um centro histórico interessante e parte de uma antiga muralha.

No turismo poucas informações nos forneceram. Na praça Tito, a principal praça, existe uma catedral medieval onde se pode visitar a sua torre. As ruas de koper são estreitas, com lojas turísticas, alguns bares e pequenos restaurantes. A caminho da área de Serviço, abastecemo-nos num dos dois hipermercados existentes no percurso. A dificuldade maior foi ter que pedir, no talho, anho pois no dia seguinte era o dia de Páscoa e pretendíamos seguir os preceitos festivos/religiosos da nossa terra. Dado que o funcionário não falava inglês nem francês e, muito menos português, tivemos que entre gestos fazermo-nos entender, o que não foi fácil.  Mas viajar é assim. É conseguirmos superar os obstáculos e, mais tarde, podermos rir das peripécias passadas.

 

No dia seguinte, depois da mudança técnica, seguimos em direcção a Pula, já em terras Croatas. Viajar de autocaravana é por vezes, metermos em alhadas.

Neste caso andávamos à procura de um local para almoçar. Decidimos fazê-lo junto à costa e metemo-nos por um caminho que nos parecia fiável e nem adivinhávamos da “alhada” em que nos estávamos a meter. Acabamos por entrar num caminho muito estreito, que não permitia manobras e, mais à frente, lá encontramos um local para estacionar, bem junto às águas transparentes da praia rochosa do Adriático.

A mesa foi uma rocha e ainda deu para mergulhar os pés nas águas frias da Croácia! Ah! Croácia. Já podíamos dizer que tínhamos conseguido chegar. Mais tarde retrocedemos pelo mesmo percurso, “rezando” que não surgisse nenhum veículo em sentido contrário. Tivemos sorte!

Acompanhe as nossas peripécias no vídeo seguinte antes de chegarmos à cidade de Pula, na Croácia.

Agora, em terras da Croácia, seguíamos em direcção a Pula, uma cidade referenciada pela particularidade de possuir muitos vestígios romanos.

Campig Stoja, Pula
Vista panorâmica sobre a cidade de Pula.

O local escolhido para pernoitar era paradisíaco, mas também muito caro. O Camping Stoja, de Pula. (28€/noite) Localizado numa península, tem um serviço de autocarros mesmo à porta que nos leva para o centro da cidade, bus nº 1 (12 cunas). O parque tem uma máquina ATM, o que foi muito prático para nós que ainda não tínhamos adquirido Cunas. Muito perto localiza-se um centro comercial moderno que nos permitiu fazer umas compras para reabastecer a autocaravana.

A cidade de Pula, na Croácia, é uma cidade multicultural de pessoas e línguas no mediterrânico, a sua arquitectura assim o testemunha. Por exemplo, V séculos antes de Cristo foi ocupada por Romanos e lhe deixou um legado monumental e era o que vínhamos procurar.  Devido à ocupação por Veneza, mais tarde, Pula foi considerada a cidade mais italiana da Croácia, onde se podem comer apetitosas pizzas. Depois da ocupação de Napoleão Bonaparte, pertenceu também ao império Austro-húngaro. Em 1947 foi integrada na federação Jugoslávia e actualmente pertence à Croácia.

Arena romana

O monumento mais impressionante, pela sua conservação razoável e monumentalidade, é sem dúvida o Teatro Romano, mais conhecido por Arena, mandado construir por Vespeziano no séc. I. Possui um núcleo museológico com artefactos encontrados em escavações no local e, atualmente realizam-se espectáculos neste anfiteatro. Além desta Arena, encontramos numa porta de entrada da cidade o Arco dos Sérgios, um teatro, um pórtico e, na praça central da cidade um templo, dedicado ao culto imperial de Augusto, transformado em museu.

Fresco com representações sacras

Para quem gosta de história, como nós, foi uma bela e enriquecedora visita. Chegado à hora do almoço, procuramos num dos muitos restaurantes da rua mais principal e turística, peixe grelhado. Apesar do preço e da afluência, esta refeição não nos satisfez, especialmente nós que somos oriundos do litoral português onde abundam belos  e frescos peixes.

De noite, enfrentamos um terrível temporal, no parque de campismo. Ainda tememos pela subida das águas até às autocaravanas, uma vez que estávamos a poucos metros da linha de água. De manhã, depois de arrumar e realizar o apoio técnico fizemo-nos à estrada.

A viagem continuava pela Croácia, debaixo de muita chuva. E foi assim que chegamos à cidade de Poreč !

Parque de estacionamento partilhado.

Convém levar a autocaravana preparada porque, por aqui não encontramos nenhuma área de Serviço. Apenas um local agradável para estacionamento.

N 45º 13´17´´  E 13º 36´29´´

 

Uma placa com os preços indicava 120 Kn/24h. Como reparamos que ninguém pagava, nós fizemos o mesmo.

Poreč é uma cidadezinha que fica situada na costa de Istria.

A paisagem tem uma vegetação mediterrânica e actualmente a cultura orgânica predomina, incluindo a azeitona, uvas e vinhos de boa qualidade que experimentamos. Mas essencialmente o que aqui viemos procurar, foi a Basílica Euphrasienne de Poreč.  ( preço do ingresso 40kn)

Altar da basílica eufrasiana

É uma das basílicas mais antigas, construída entre o ano 543 a 554. O átrio dá acesso a um batistéro de uma construção anterior ao séc. III, ainda com baptismo de imersão.  Todas as construções dessa basílica assentam sobre outra basílica ainda mais antiga, pré-eufrasiana, com pavimentos construídos durante o império romano que foram ficando soterrados pelas construções posteriores.

Nessa basílica pode-se ver um mosaico com  os primeiros símbolos cristãos, o peixe. Na cidade pudemos ainda apreciar as ruas medievais e as ruínas de um templo dedicado a neptuno.

 

Continuavamos pela Riviera Crikvenica. Dirigimo-nos a Beram.

N 45º 14´14´´  E 13º 56´07´´

Beram é uma uma das povoações mais antigas da Croácia, situada no interior das montanhas, onde é difícil levar autocaravanas, daí termos optado em a deixar na estrada e subir a pé cerca de 1,5km para ver a igreja de St Marie de Beram. Esta igreja possue uns frescos góticos que cobrem as suas paredes, datados de 1474. Uma das pinturas mais famosas é a “dança da morte”. Nela estão representadas todas as classes sociais, incluindo clericais e a realeza, onde  a figura da morte não os poupa, tornando-os iguais.

Igreja da vila

A igreja ficava um pouco afastada da povoação e, a pessoa que tinha a chave, recusou-se a levar-nos até ela, por não termos transporte próprio e não queria fazer o percurso a pé. Esta visita foi adiada para uma próxima viagem.

castelo de Pazin

Com o aproximar do final do dia, decidimos dirigirmo-nos para a vila de Pazin. Uma pequena localidade, com bastante actividade industrial que foi construída sob uma fortaleza medieval. A fortaleza atual data dos séc XV e XVI e, desde a segunda guerra mundial, tornou-se um museu. Pernoitamos num parque de estacionamento, ao lado do rio, quase no centro urbano.

N 45º 14´14´´  E 13º 56´07´´

A autocaravana continuava, desta vez a caminho de Zadar!

Começávamos a deslumbrar com as paisagens que nos surgiam da costa adriática.

Chegamos a Senje,  uma cidade turística à beira-mar. As indústrias primárias desta localidade são a pesca, canoagem e turismo.

Encontramos uma área de serviço para autocaravanas muito bem localizada a poucos metros da linha de água, a cerca de 300 metros de um hipermercado e muito perto da cidade.

N 44º 59´36´´  E 14º 53´59´´

Marginal de Senje

Senje, tem uma baía entre penhascos, com uma  acolhedora marina. Os seus habitantes têm fama de grandes remadores. A fortaleza de Nehaj, de 1558, é um ponto de referência. Esta localidade tem um historial de guerrilha desde os tempos primórdios, com os Uskoks, Otomanos….. Na segunda guerra mundial foi bombardeada sendo demolida mais da metade dos prédios da cidade e infliginda pesadas baixas de civis.

Mais tarde, viu-se envolvida novamente na guerra com a Sérvia, durante a proclamação da independência da Croácia, com casas destruídas e muitos civis mortos ou deportados para campos de concentração. Ao percorrermos as suas ruas ainda vemos alguns edifícios com as marcas da guerra.

Deixamos Senje e dirigimo-nos para o nosso próximo destino na costa adrática.

Zadar.

 

Chegados a Zadar procuramos um local de pernoita.  Como não descobrimos nenhuma área de serviço e não nos apetecia ir para um parque de campismo, optamos por ficar num parque de estacionamento, mesmo no centro da cidade, junto a um centro comercial. Muito prático para comprar o pão da manhã.

N 44º 06´38´´  E 15º 14´14´´

O estacionamento é pago durante os dias da semana, numa pequena cabine à entrada do parque. O empregado que falava português, não só nos deu indicações de como visitar a cidade, como nos informou que o parque não era pago durante o fim-de-semana.

Na posse destas informações dirigimo-nos à cidade para a habitual visita.

Ruínas romanas

Zadar está localizada numa pequena península e é uma rodeada de muralhas, muito bem preservadas. Procuramos as ruínas romanas, com mais de 2000 anos, com uma coluna do fórum, mesmo ao lado da igreja de S. Donato, que visitamos, e a catedral de Santa Anastásia construída no séc. XII.

Do lado direito do fórum, visitamos a Igreja de Santa Maria e o convento das feiras Beneditinas. A fachada foi construída no séc. XI e refeita no século XVI.  Esta cidade, devido à sua localização estratégica, foi diversas vezes arrasada e saqueada por invasores, desde os tempos dos cruzados, tal como Constantinopla.  

A mais recente guerra foi contra a Sérvia, em 1990-1995, na luta pela independência, que deixou a cidade destruída com milhares de mortos e deslocados.

Apesar de tudo, Zadar reconstruiu-se e o povo croata vive hoje numa cidade moderna.

Em 2005 foi aberto ao público um órgão do mar, um gigantesco órgão de tubos instalado abaixo de grandes degraus de mármore à beira mar, que produz sons através do vento e das ondas e onde imensos turistas costumam assistir ao pôr-do-sol. Foi um espetáculo a não perder.

Desta cidade partem regularmente passeios turísticos às ilhas em redor, em especial às da reserva natural de Telašc̕ica.

 

 

Hoje o convite é para nos acompanharem a Zadar, na Croácia. Um documentário sem legendas onde as imagens valem mais que as palavras.

 

 

 

 

 

Continuamos a viagem afastando-nos um pouco da costa para ir visitar o parque natural de Krka.

Mesmo à entrada do parque natural há várias opções para estacionar a autocaravana. Nós escolhemos um parque para autocaravanas com a seguinte localização:

N 43º 47´31´´  E 15º 58 ´13´´

Com electricidade, 100 kn/dia.

Parque Nacional de Krka

Parque Nacional de krka, em Sibenik é um dos parques que visitamos. É atravessado por um rio selvagem que nasce sob as serras com neve. É conhecido pelas quedas de água e, a sul,a queda de água Skradinski Buk é ladeada por moinhos tradicionais. É um oásis para a fauna e flora. O seu rio tem uma ilha que alberga um mosteiro franciscano. Nas suas margens há vestígios romanos e turcos.

Filmamos um pouco do percurso e decidimos partilhar convosco. Acompanhem e sintam a frescura da água e o cântico da natureza.

 

Split

Regressamos à bela costa do Adriático onde as paisagens se iam sucedendo provocando o nosso espanto. O destino seguinte foi a cidade de Split. Como pretendíamos visitar esta cidade calmamente e em pormenor, decidimos ficar no parque de campismo Strobec.

Alvéolo do camping Strobec

Este parque de campismo com muito boas condições, de padrão europeu, está localizado junto ao mar, com praia privativa. Os lugares estão equipados com electricidade, água e esgotos. Mas claro que tudo isto tinha um preço: 30€/dia no mês de maio.

Para visitar Split, pudemos apanhar à porta do parque o autocarro nº25. O bilhete compra-se ao condutor (13Kn) e leva-nos até ao centro da cidade. Uma outra opção seria usar uma plataforma como a UBER e pagar 56 Kn, em função ao número de pessoas transportadas pode ser vantajoso.

Marginal de Split

O burgo antigo da cidade de Split cresceu e ocupou áreas dentro do Palácio de Diocleciano, uma residência imperial fortificada entre 284/305, um dos edifícios mais bem conservados da Antiguidade Tardia, onde existem lojas, mercados, praças e a Catedral de São Dômnio, reaproveitando a estrutura do antigo Mausoléu de Diocleciano.  Split é a segunda maior cidade da Croácia, muito procurada pela sua característica,  pelas praias de águas cristalinas,  pela marginal defronte ao Palácio , preenchida de barraquinhas com recordações e esplanadas dos cafés e restaurantes.

Grupo etnográfico de Split
Vista panorâmica noturna do parque Marjan

Defronte ao palácio , na marginal, partem navios de recreio que fazem passeios turísticos , outros transportam a cidades do litoral.  O parque Marjan , é um parque muito procurado pelos habitantes de Split, onde se pode passear, andar de bicicleta e desfrutar da vista panorâmica sobre a cidade, de um dos seus miradouros,  subido para isso cerca de 600 metros de escadas e trilhos.

Marina de Split

Historicamente esta cidade, depois da primeira guerra mundial, pertenceu à Jugoslávia, tornando-se um porto mais importante. Depois da segunda guerra mundial passou a pertencer à Croácia, pertencente à Jugoslávia socialista.   Depois de 1991, com a independência da Croácia, tornou-se a segunda cidade deste país, sendo o turismo e o comércio das principais actividades.

Depois desta visita regressamos à estrada e continuamos a percorrer a costa adriática em direcção a Dubrovnick.

As hipóteses em estacionar ou pernoitar pela costa junto ao mar são muitas e continuávamo-nos a deslumbrar com as belíssimas paisagens que nos íam surgindo.

O percurso, por terra, para Dubrovnick obrigava-nos a atravessar território Bósnio. O que fazer? O seguro da nossa autocaravana não abrangia a Bósnia, o que era um problema. Ou fazíamos um seguro de fronteira ou apanhávamos o ferry em Ploče. Escolhemos a última opção que também nos permitiria descobrir algumas ilhas na costa. Em Ploče ficamos estacionados num parque de estacionamento duma zona desportiva, defronte ao mar.

N 43º 03´11´´  E 17º 26´07´´

O dia seguinte amanheceu com uma chuva intensa. Se nós, autocaravanistas, podemos gerir o nosso tempo em relação ao relógio, já com a meteorologia  tal não acontece.

Apanhamos o ferry, que nos fez seguir para a península que nos levava a  Dubrovnick, pagando pela autocaravana de 7 metros e duas pessoas, 270€.

Pelo caminho fizemos uma paragem, para visitar a que é considerada a segunda maior muralha do mundo. Stone. É menos conhecida que a muralha da China, tem cerca de 5 km de comprimento e começou a ser construída em 1333. Possui trinta torres retangulares de vigia.

Caminhando em cima da muralha em dia de chuva.

Esta muralha foi construída para segurança dos comerciantes locais que transicionavam sal  e que temiam pela sua mercadoria. Stone é conhecida pelas planícies cobertas de salinas, mas elas também pela apanha de mexilhões e ostras. A chuva não parava e foi  mesmo arriscando a ficarmos encharcados, que visitamos esta localidade.

Finalmente chegamos à perola do Adriático: Dubrovnick. E, sempre a eterna pergunta, onde estacionar. A oito quilómetros de Dubrovnick descobrimos o camping Kate

N 42º 37´26´´ E 18º 12´26´´

 

O parque proporciona uma estadia agradável, com vistas bonitas para o mar. Tem uma escada que dá acesso direto à riviera, passeio marítimo junto ao mar. Lá poderemos apanhar um barco-taxi, que por 60kn,  nos leva até ao porto de Dubrovnick.

Na nossa primeira visita á cidade, apanhamos a 200m da porta do camping, o autocarro nº 10 (18kn/pessoa) . Quinze minutos depois já nos encontrávamos na entrada das muralhas. Mais tarde, constatamos que era mais barato utilizar a UBER.

Dubrovnick impressiona pela sua dimensão. É conhecida por a cidade antiga ser cercada por muralhas de pedra, erguidas no século XVI.  Foi, desde sempre, um local de confluência entre o oriente e o ocidente. Entre muros, podemos ver edifícios muito bem conservados, apesar de há poucos anos, terem sido bombardeados pelas tropas Sérvias. A rua principal denominada Placa, é pavimentada com pedra calcária, uma passagem preferida de turistas e oferece lojas e restaurantes a todos que por lá passam. Palácios renascentistas, igrejas góticas, museus, tudo isto encontramos nesta cidade. Não perdemos a oportunidade de passear sobre as muralhas da cidade apesar do preço: 200 kn.(30€). A vista panorâmica, depois de termos de subido inúmeros degraus e caminhado ao longo da muralha (1.940m), é inesquecível.

O próximo país a visitar seria Bósnia- Herzegovina. Não tínhamos ideia do que iriamos encontrar. Na fronteira contratamos um seguro para a autocaravana contra terceiros, o único disponível, que abrangia os sete dias para a visita a este país.(40 marcus convertíveis, ou seja 20€).

Depois, foi percorrer a estrada deste país muçulmano até à cidade de Mostar. A indicação do local para estacionar não resultou. Era um estacionamento no centro urbano, muito apertado, confuso e muita gente a dar indicações e a pedir dinheiro para o estacionamento, não nos agradou. Decidimos procurar o parque de campismo Mali Wimbledon”

N 43º 15´50´´  E 17º 52´41´´

Era um parque muito agradável, delimitado com cerejeiras, a cerca de 12 km de Mostar, mas com autocarro à porta. Assim fizemos. Apanhamos o autocarro e fomos a Mostar. A primeira impressão desta viagem foi um pouco chocante, pois ainda víamos o impacto da guerra de 1991/95 em que pereceram milhares de habitantes.

MOSTAR é uma cidade da Bósnia e Herzegovina. É famosa pela ponte Stari Most, a ponte velha do séc XVI, sobre o rio Neretva, destruída em 1993, durante a guerra da Bósnia e reconstruída em 2004.

Para os habitantes de Mostar a reconstrução desta ponte, foi o símbolo de reconciliação entre croatas e muçulmanos, que têm tido ao longo dos tempos, uma relação conturbada. Por toda a cidade se vêm ainda, e apesar dos anos passados, casas, monumentos destruídos ou com marcas de projéteis.

A ponte velha e o centro histórico de Mostar foram classificados como Património Mundial da UNESCO, em 2005. Nas ruas de acesso, existiam imensas lojas que nos lembravam a ocupação otomana. Tinham lembranças em barro, bugigangas, pratos de folha de chapa, candeeiros, jóias, etc..

Esta viagem pela Bósnia-Herzegovina estava a ser surpreendente. As pessoas eram muito educadas e simpáticas. O tempo esteve sempre chuvoso, mas mesmo assim, permitiu visitar os locais pretendidos e desfrutar das paisagens de montanhas que surgiam no percurso em autocaravana até Sarajevo.

Em Sarajevo ficamos numa área de autocaravanas, no topo da colina, o Camping Hollywood,  mas que nos permitia, num percurso a pé de 20 minutos a descer a colina, chegar ao centro da cidade, entre um cemitério que nos impressionou. O regresso foi de táxi, pois a encosta era muito ingreme.

N 43º 50´38´´  E 18º 25´06´´

Numa próxima passagem por esta cidade, certamente escolheremos outro local para pernoitar.

Sarajevo, é a capital e a maior cidade da Bósnia e Herzegovina, e também a mais importante da Península Balcânica. Foi fundada em 1461 pelos otomanos e em 1878 foi ocupada pelo Império Austro-Húngaro.

Numa das suas pontes, foi assassinado o herdeiro do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando e a sua mulher, a 28 de Junho de 1914, acontecimento que serviu de pretexto para o começo da Primeira Guerra Mundial.

Infelizmente ainda recentemente, em 1992, a cidade foi cercada pelos sérvios e a guerrilha durou até 1995, causando milhares de mortos e destruição na cidade.

Um povo que, nesta visita, admiramos pela história de tolerância e harmonia religiosa. Em 500m existem mesquitas, uma igreja ortodoxa, uma católica e uma Sinagoga, tudo em harmonia.

Regressamos à Croácia. Agora pelo interior do país em direcção ao norte. Depois de passarmos a fronteira, o nosso primeiro local de pernoita foi o autokamp Bickovo , um local muito agradável e onde fomos muito bem recebidos. É um espaço na natureza que nos permitiu conhecer as montanhas do interior da Croácia e muito prático para quem entra pela Vila de Imostki.

N 43º 23´51´´  E 17º 02´53´´

Atravessavamos as montanhas do interior da Croácia e a paragem seguinte foi no autokamp lago Peruka que estava a inaugurar.  Um espaço de natureza onde se pode desfrutar de belas paisagens, da natureza e um belíssimo lago.

N 43º 54´18´´  E 16º 26´40´´

O próximo local de destino é conhecido pelo Reino das Àguas: Os lagos Plitvička. Para pernoitar escolhemos o parque de campismo Corana, pertença da estrutura do parque natural onde estão incluídos os lagos. Parque de qualidade cinco estrelas, com autocarro próprio, que nos leva até à entrada do parque dos lagos.

N 44º 56´55´´  E 15º 38´35´´

O Parque Nacional de Plitvička, na Croácia. É o expoente máximo no fascínio neste país.

Parque Nacional de Plitvička

Este parque com 300km2 de área, foi fundado em 1949 e, em 1979, entrou para a lista da Unesco de Patrimónios Naturais da Humanidade. São surpreendentes os seus 16 lagos, com os tons de azul ou verde, as suas quedas de água, as cascatas, a sua vegetação abundante e a sua fauna.

Os passeios são feitos por passadiços que cruzam os lagos, trilhos que ficam nas margens e uma parte em barcos elétricos.

Entrada nº1 Parque Nacional de Plitvička

No entanto, há um número limite diário, para entrada de visitantes. A entrada da porta número 1, é a porta de acesso ao parque. Por 100 kn por pessoa, desfrutamos toda esta maravilha, com uma multidão de turistas.

Continuamos a nossa viagem. Estávamos na altura de conhecer a capital da Croácia. Zagrebe!

Estação ferroviária de Podsused

O local de pernoita escolhido foi a área de serviço Zagrebe. Um parque localizado junto a um lago, com boas condições dos serviços, com restaurante mas um pouco caro. 30€/d com electricidade. Um transfer fazia a ligação para os utentes do parque com a estação ferroviária local, que nos levou até ao centro de Zagrebe, por 11,70 kn.

No regresso aconselhamos que utilizem a UBER.

Visita à cidade de Zagrebe URL

Zagrebe é a maior cidade da Croácia e é dirigida por um prefeito, eleito pela Assembleia Municipal. É um centro de tráfego importante, com conexões ferroviárias, rodoviárias e aéreas com as grandes cidades europeias e com as praias croatas.

Igreja de São Marcos
Catedral da Assunção da Abençoada Virgem Maria, a Catedral de Zagrebe.

Esta cidade é marcada pela arquitetura austro-húngara dos séculos XVIII e XIX. Possui uma catedral, de estilo gótico e com duas torres, e a Igreja de São Marcos, datada do século XIII e com telhado de azulejos coloridos. Na estação de Zagrebe, foi filmada uma cena do expresso do Oriente de Agata Christie e tem em exposição o comboio antigo desse período.

Apanhamos um bus turístico que nos mostrou a cidade, com as respetivas explicações. Uma forma cómoda para conhecermos  a cidade.

 

 

 

 

No dia seguinte a autocaravana deixava a Croácia. Entramos na Eslovénia.

Dirigimo-nos à sua capital, Liubliana. Encontramos um parque na cidade, num estacionamento de supermercado. Este estacionamento é partilhado com outros veículos, mas ao fundo havia lugares reservados para autocaravanas com electricidade. 12€ /24h.

N 46º 03´51´´  E 14º 30´13´´

Visita á cidade

Capital da Eslovénia banhada pelo rio Liublianica, afluente do rio Sava.

Liubliana, a capital da Eslovénia é uma cidade que, devido à sua situação geográfica, teve um forte papel na ligação entre o Oriente e o Ocidente. Foi cobiçada pelos turcos, ocupada por Napoleão, pelos austríacos e, mais tarde, anexada a Jugoslávia. Contudo, os vestígios do passado comunista na cidade são exíguos apesar da recente independência, obtida nos inícios da década de 1990.

Esta cidade é agradável, serena, a sua arquitectura é uma mescla de estilos onde predomina a influência austríaca.

 

Diz a lenda que existia um dragão em Liubliana que, lançava fogo e comia pessoas. Um dia conheceu uma fêmea dragão e tiveram um filho. O dragão pai gostaria que o filho fosse como ele, mas ele era diferente. Era sensível, gostava de fazer música para os apaixonados e de fazer malabarismos para os distrair. Um dia, depois de uma exibição, o dragãozinho foi descansar ao pé do rio, ao lado da ponte. Os seres mágicos que naquela altura viviam no rio gostavam muito dele e enfeitiçaram-no para ele adormecer e assim estar sempre ao pé deles.

Quando as pessoas viram que o dragão ia ficar na ponte, disseram ao escultor mais famoso da cidade que fizesse mais três estátuas com dragões iguais ao “dragãozinho artista”.

Por isso, na cidade de Liubliana, existe a ponte do Dragão, com 4 estátuas de dragões e a população acredita que um dia ele irá acordar.

A cidade ostenta um dragão no seu brasão.

Depois da visita ao castelo e á cidade regressamos à autocaravana e, depois de uma noite bem dormida, dirigimo-nos para o Lago Bled, na Eslovénia.

Lago Bled, na Eslovénia

O parque escolhido para pernoita foi o parque de campismo Bled, situado ao lado do lago e a 1,200 km de Bled. Um parque muito bem referenciado com excelentes instalações, com bons alvéolos para as autocaravanas devidamente delimitados e com serviços de eletridade. Possui também bons quartos de banho e serviços de lavandaria. À entrada existe restaurante, um bar, uma pizzaria e um supermercado, para além de um parque infantil.

N 46º 21´41´´  E 14º 04´52´´

Barcos transportando turistas para a ilha.

O lago Bled é um lago glaciar que fica nos Alpes, a noroeste da Eslovénia e confina com uma pequena cidade com o mesmo nome.

Porta da igreja de peregrinação, dedicado à Assunção de Maria, na ilha Bled, de 1470.

Está rodeado por montanhas e florestas, tornando-o num ambiente pitoresco. É um dos principais destinos do turismo da Eslovénia. Tem um pequena ilha com uma escadaria íngreme que nos levou à igreja Peregrina da Assunção de Santa Maria, com um sino que nos realiza os desejos e um campanário. O acesso à ilha faz-se por barco, conduzido por barqueiros.  Este lago tem condições únicas para a prática de remo tendo por isso, acolhido por quatro vezes o campeonato mundial sendo o último, em 2011. No lado norte existe um castelo medieval num promontório rochoso do século XI, alberga um museu, a capela e uma tipografia medieval.

Depois de Bled, na viagem de regresso, tínhamos pela frente a Áustria.

Vista panorâmica de Salzburgo da fortaleza Holensalzburg.

O primeiro destina foi Salzburgo. Decidimos ficar num local dedicado a receber autocaravanas com muito boas condições. (20€/d em Maio), podendo 3 autocaravanas fazerem a manutenção em simultâneo.

N 47º 50´09´´  E 13º 03´37´´

Para visitarmos a cidade de Salzburgo apanhamos um autocarro 21, mesmo em frente ao parque que nos levou mesmo ao centro. Tivemos em atenção o nome da paragem para a nossa viagem de regresso, pois havia muitos autocarros.

Salzburgo significa “castelo de sal”. O nome é devido às barcaças que transportavam sal no rio e estavam sujeitas a portagem no séc.VII. O seu centro histórico, é património mundial da Unesco, com as suas igrejas, as suas torres e a fortaleza.

Lojas com recordações de Mozart.

Esta cidade ficou conhecida por aqui ter nascido e vivido, o incrível músico Wolfang Amadeus Mozart, um dos maiores compositores de música clássica do mundo.

É um importante destino turístico. O número de turistas ultrapassa o de residentes por uma grande margem, nas épocas de pico.

Capela numa caverna, do período paleo-cristã

Para além dos monumentos, pude ter contacto com as grutas e cavernas, do período paleo-cristã, como no subsolo de Roma. Elas estiveram povoadas, provavelmente, por monges visigóticos que fugiam dos mouros e romanos em 711

A segunda cidade que visitamos na Áustria foi Innsbruck.

Curiosamente o local escolhido para estacionarmos a autocaravana, o dono falava português. Um parque para autocaravanas, com boas condições e com acesso fácil ao centro da cidade.

N 47º 15´12´´  E 11º 19´35´´

Junto a este parque existe uma ciclovia, que nós usamos, para visitar a cidade. Mas saindo do parque à direita existe uma paragem de autocarro que nos leva à cidade, com o bilhete adquirido ao condutor. Este autocarro tem como destino a paragem ferroviária de Insbruck, perto do centro.

Insbruck significa “ponte sobre o rio Inn”. Está rodeada por um cenário alpino, com serras altíssimas, dentro de uma paisagem idílica. É considerada a capital do tirol. A maioria da população é de ascendência tirolesa.

É um importante centro de desportos de inverno e sediou as olimpíadas de inverno nos anos de 1964 e 1976 e também um dos centros turísticos mais famosos e importantes.

Nesta visita, o que mais nos fascinou foram as Serras rodearem a cidade com neve nos cumes.

Sepulcro do Imperador Maximiliano I

Não podemos deixar de referir o sepulcro do Imperador Maximiliano I com as esculturas em bronze a ladeá-lo . Sepulcro não, cenotafio, pois o imperador, depois tanto trabalho não ficou lá sepultado, mas sim em Wels. Na sua última estadia em Insbruk (1518) os taberneiros manifestaram-se exigindo que pagasse as dívidas antigas de alimentação e alojamento do seu séquito. O imperador ficou zangado, mudou o testamento morrendo pouco depois.

Deixamos a Áustria e entramos na Alemanha. Iríamos visitar um dos locais mais belos da Europa.

 

 

O objectivo era visitar o castelo Neuchwanstein.

Ficamos numa área de Serviço à entrada da vila Füssen, defronte a um ginásio, em cuja receção é pago estacionamento da autocaravana e muito perto havia um supermercado.

N 47º 34´57´´  E 10º 42´12´´

Este parque é muito prático para visitar o castelo Neuschwanstein, apesar de ficar um pouco distante. Nós optamos ir visitá-lo usando as nossas de bicicletas. Um passeio muito agradável rodeado de paisagens surpreendentes. Os bilhetes foram adquiridos de véspera.

O Castelo de Neuschwanstein, foi construído no séc.XIX por Luís II da Baviera, inspirado na obra de seu amigo e protegido, o grande compositor Richard Wagner.

É um castelo fantástico, digno de um conto de fadas. A Disney inspirou-se nele para o Castelo da Cinderela. Lamento não ser permitido fotografar o interior, pois é fabuloso.

Castelo de Neuschwanstein
Castelo de Hohenschwangau

Neuschwanstein  é um dos destinos turísticos mais populares da Alemanha e o mais fotografado.

 

 

Certamente que iremos regressar, mas a viagem continuava. Desta vez a caminho de Stetten.

Stetten é uma estância balnear, muito procurada pelos alemães, situada a sul da Alemanha, banhada pelo Lago Constança.

 

Lago Constança

Este lago situa-se a 395 m acima do nível do mar e é o terceiro maior da Europa. Faz fronteira com a Áustria, Alemanha e Suíça e é atravessado pelo rio Reno. O lago Constança já era mencionado por um geógrafo hispânico em 43 aC.

Nós estacionamos numa quinta com locais apropriados para estacionamento de autocaravanas. É uma antiga destilaria, com serviço de bar e restauração muito agradável e que permitia, com as nossas bicicletas, visitarmos a Stetten.

Uma vez que não temos as coordenadas deixamos o endereço:

Riedetsweilerstrasse 5

D-88719 Stetten

Tel. +49 (0) 7532-5709

 

Viajávamos agora pela Alsácia. Chegamos à cidade de Colmar. Para visitarmos esta cidade que é património da humanidade, usamos a área de Serviço para autocaravanas, junto à marina, com as seguintes coordenadas.

N 48º 04´50´´  E 07º 22´25´´

Colmar

Ao visitar a cidade de COLMAR, parece que recuamos no tempo. A cidade foi fundada no séc IX e nessa altura tornou-se cidade imperial livre. Devido à sua situação de proximidade com a Alemanha por diversas vezes se tornou alemã. Na segunda guerra, foi a última cidade francesa a ser libertada pelos aliados.

COLMAR é terra natal do famoso arquitecto Bartholdi, o que fez a estátua da liberdade que se encontra em Nova Iorque.

É uma cidade medieval muito bonita com os seus canais, a chamada petite Venice, e as suas casas quinhentistas em columbage góticas. Aproveitamos e fomos dar um pequeno passeio numa pequena barca por 6€.

Etnografia em Colmar

 

 

Ainda podemos ver o seu folclore. Vejam o pequeno vídeo.

 

 

Rio Doubs, em Besançon

Seguimos viagem, desta vez em direcção a Besançon.

Besançon, está situada no maciço do Jura a menos de sessenta quilómetros da Suiça, cercada por colinas e é atravessada pelo rio Doubs. Tínhamos a informação que iriamos encontrar um parque perto do rio e do metro de superfície. Era um local barulhento mas, na falta de outro estacionamento, dirigimo-nos ao local indicado.

N 47º 14´16.53´´  E 06º 00´´ 56.91´´

A maior dificuldade foi encontrar lugar. A sua localização, para a visita à cidade revelou-se perfeita, pois além de podermos deslocarmo-nos a pé, poderíamos também utilizar o metro. Depois de almoçarmos na autocaravana, partimos à descoberta de Besançon.

Relógio astronómico, concebido por Auguste Licien Vérité

Besançon é o berço histórico da relojoaria francesa, com desenvolvimento na área da microtecnologia , micromecânica e engenharia biomédica. Na cidade existe o Museu do tempo, ou seja, o Museu dedicado à indústria da relojoaria.

Na torre da catedral pode-se observar o relógio astronómico, concebido em 1858 por Auguste Licien Vérité, que é dotado de um mecanismo de mais de 30.000 peças e 11 movimentos que servem de animação para as campânula sonoras, bonecos automatos e 57 mostradores que fornecem múltiplas indicações de calendários, movimentos de planetas e eclipses. É considerada uma obra prima na arte de relojoaria. Devido à hora a que chegamos não pudemos ver esta obra de engenharia.

É também de realçar que nesta cidade nasceram, de entre figuras ilustres de renome, Vitor Hugo e os irmãos Lumiére.

Centro histórico de Bensançon

É cidade Património da Humanidade e das que conserva o maior número de monumentos preservados.

 

Nesta viagem de regresso a Portugal, ainda fomos surpreendidos por algumas localidades por onde tínhamos passado durante tantos anos e nunca tínhamos parado. Quase a deixar França e a entrar nos Pirinéus, paramos em Mirepoix.

Praça Marechal Leclerc, Mirepoix

Encontramos uma área de Serviço para autocaravanas grátis e com boas condições de estacionamento noturno.

N 43º 05´05´´  E 01º 52´56´´

Ao estacionar em Mirepoix estavamos longe de imaginar que iría encontrar uma Vila medieval, com uma praça ladeada por edifícios, em madeira e cobertos de galerias, dos séc. XII / XV.

Catedral Saint-Maurice

Ao lado ergue-se a Catedral, de 1298, que se caracteriza por ser a segunda maior na Europa, com uma nave única de 22 metros.

Casas em galerias de madeira, séc. XIII

A porta d’Aval, uma das entradas no burgo antigo, apresenta vestígios de uma fortificação do séc. XIV, que protegia Mirepoix de ataques exteriores.

Foi uma agradável surpresa e um privilégio poder visitar uma localidade medieval tão preservada, conforme documentam as fotos.

E a nossa viagem estava a terminar. Passamos por Andorra, para as habituais últimas compras,  descanso e, de seguida, paramos em em Leon.

Leon

Esta cidade continua amiga dos autocaravanistas. Ampliaram a área de Serviço com mais lugares, melhoraram o local para as mudanças técnicas e as autocaravanas não pagam, durante 48h, nos lugares que lhe s estão destinados. Não admira que estejam sempre cheias.

N 42º 36´16´´  W 05º 35´03´´

Catedral de Leon

Visitando a cidade, apercebemo-nos da sua importância e história. Foi fundada pela VI legião romana, em 29 aC., daí o seu nome. Foi conquistada por visigodos, árabes e mais tarde, cristãos. Tornou-se reino de Leão, desempenhando um papel importante na reconquista cristã.

O caminho de Santiago tem desempenhado, ao longo dos tempos, um importante papel no desenvolvimento da cidade devido à circulação de ideias e dinheiro.

Interior da Catedral de Leon, inspirada na catedral de Rems, com os seus vitrais luminosos.

Há a realçar nesta cidade importantes monumentos a serem visitados por quem ali passa. Não esquecer a belíssima Catedral com os seus belíssimos vitrais, a igreja de Santo Isidoro, a praça Maior, a casa Botinas projetada por Gaudi, o Museu de interpretação do Império Romano e muitos outros .

Nestas nossas viagens, para além do conhecimento histórico, cultural e arquitectónico das localidades, não devemos alhearmo-nos às tradições gastronómicas.

Cozido Maragato, acompanhado com grão de bico.

Em León, deparamo-nos com um prato tradicional com história. O COZIDO MARAGATO.
Os Leoneses dizem, “Não se pode ir à batalha, com o estômago vazio “.

Sopa do cozido Maragato.

Este prato foi criado no período das invasões francesas. E, dado que tinham de comer antes da batalha, começavam com os pratos mais nutritivos, que eram os de carne, seguido pelos legumes e, se ainda houvesse tempo e o inimigo permitisse, terminariam com uma sopa.
Um prato que nos surpreendeu e que recomendamos.

Agora seria a estrada até casa. Pelo caminho já estávamos a pensar na próxima viagem.

Na capital da Croácia, Zagrebe.

(Esta foi realizada entre Março e Junho de 2019)

 

 

 

 

 

 

 

One thought on “Autocaravana pela Croácia

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