FEIRAS NOVAS ROMARIA EM PONTE DE LIMA

FEIRAS NOVAS    ROMARIA EM PONTE DE LIMA

FEIRAS NOVAS

EM

PONTE DE LIMA

VIAGEM PELA FIGUEIRA  DA FOZ, LAVOS,

VILA DO CONDE,  PONTE DE LIMA,

VIANA DO CASTELO

 

O verão estava a terminar, em poucos dias iriamos entrar no Outono, já se começavam a aproximar os dias de chuva e de frio, mas ainda havia uma grande romaria para celebrar, as Feiras Novas em Ponte Lima.

Autocaravana pronta para se iniciar a viagem, e foi pela estrada nacional, as portagens assim obrigam, que rumámos a norte.

Uma paragem na AS da Batalha para o almoço, lugar habitual  para o repasto das nossas viagens para terras nortenhas, e foi já na hora do lanche, que chegamos á Figueira da Foz. O parque habitual e de todos conhecido junto á praia, apresentava parquímetros onde se cobravam 8€ por um dia de estacionamento!

N 40° 8’ 57’’

W 8° 52’ 3’’

A chuva que caia em abundancia, não convidava a grandes passeios pela cidade, e foi numa pastelaria mesmo em frente ao estacionamento que se passou o resto desta tarde aproveitando a net disponibilizada gratuitamente  ” Pastelaria o Relógio “.

Rumámos depois para Buarcos onde iriamos passar a noite.

Localidade onde se pode encontrar os testemunhos de uma antiga fortaleza mandada construir por D. João I, que defendia a linha de costa dos corsários, é hoje um centro de turismo, beneficiando da sua proximidade da Figueira da Foz.

Estacionámos junto ao mar, com cuidado para não nos tornarmos inconvenientes para os outros utilizadores da zona.

N 40° 10’ 18’’

W 8° 53’ 29’’

A noite foi calma e embalada pelo barulho das ondas.

Ainda tínhamos algum tempo para passear por esta zona, decidimos fazer uma visita ás salinas de Lavos.

A estrada que nos leva para sul, passando a ponte da Figueira, sempre com vistas sobre o mar é feita com facilidade.


 

As salinas que pretendíamos visitar ficam localizadas na localidade de Armazéns de Lavos.

N 40° 6’ 42.5627’’

W 8° 49’ 59.7034’’

O acesso ás Salinas Municipais do Corredor da Cobra, não é difícil mas exige algum cuidado…

Junto ao EcoMuseu encontramos um parque de estacionamento que na “época baixa”, não levanta problemas para o parqueamento, em épocas de maior afluência, será mais prático deixar a autocaravana na localidade de Armazéns, o nome é mesmo assim, e fazer um pequeno passeio a pé, aliás bastante agradável e que permite observar a flora e fauna autóctone.

No edifício de apoio ao EcoMuseu das salinas, somos recebidos por pessoal muito simpático ,que nos vai levar numa viagem pela história do sal desde o inicio da civilização até á recolha nas salinas, nos nossos dias.

  

 A visita acaba por ser muito interativa e podemos mesmo experimentar alguns dos trabalhos que os salineiros executavam…

  

Aqui a experimentar o trabalho do Marnoto (trabalhador das salinas)

Sentir os pés na água quente da salina e em contato com o sal é muito agradável, mas passar horas e horas na posição agachada… minhas ricas costas!!!

A visita é muito interessante e vamos ficando a conhecer todo o processo de extração de sal da água do mar, é muito mais que pôr água num tanque, e deixar o sol e vento fazerem o resto, mas descobrir esse processo, fica para uma vossa próxima visita.

Os guias Sr. Edgar e a Dª. Gina lá estarão para vos acompanhar na visita.

Nas casas de apoio a toda esta faina, feitas de madeira para resistirem á corrosão do sal, podemos encontrar muitas curiosidades como a engenhosa fechadura usada nas portas.

 

Também serviam de armazém onde se recolhia a safra do dia.

Um exemplo da culinária local, peixe seco.

No espaço envolvente da marina, podemos descobrir alguma fauna que se tem tornado residente graças á proteção e alimento que vão encontrando nestas salinas recuperadas-

Flamingos…

           

Estava na hora do almoço e fomos experimentar a culinária local.

Regressámos a Armazéns pela estreita estrada de terra batida

VENDU…

 A escolha recaiu sobre o Restaurante Casa Marquinhas, a “Rainha das Enguias”, e o menu tinha muito para oferecer, para nós… enguias podem ser fritas e de caldeirada.

Estava a contento e aconselhamos.

Pela tarde fomos até á Praia de Lavos

A existência de uma área de serviço para autocaravanas torna este lugar muito agradável para uma estadia, muitos eram os companheiros nacionais e estrangeiros que por ali estacionavam.

N 40° 05’ 16’’

W 08° 52’ 28’’

A área de serviço e o estacionamento estão situados na zona urbana da vila Praia de Lavos, o passeio pelas dunas até ás praias frente á povoação, é um bom exercício para se cuidar do físico.

   

A faina de pesca artesanal feita a partir da costa, e conhecida como arte xávega, ainda é praticada nas praias da Costa de Lavos, o resultado da safra é comercializado no local, e pode constituir uma boa fonte de fornecimento de peixe fresco.

Na vila a visita á Casa do Pescador será a não perder.

  

Em frente, um pequeno museu sobre a vida dos pescadores, levará a uma melhor compreensão das comunidades que fizeram do mar o seu ganha pão.

  

        

 E nem sempre era fácil a vida do mar, foi dessas vivências que fomos falando com um antigo pescador, que dos seus 90 anos de idade, tinha muitas histórias para contar.

A viagem continuaria para norte, a caminho da romaria, que tinha sido o motivo desta viagem.

Próxima paragem para passar a noite Vila do Conde.

N 41° 20’ 38’’

W 8° 44’ 43’’

O dia seguinte apareceu cheio de Sol, o que veio tornar ainda mais bonita esta cidade, que tão bem recebe os autocaravanistas.

O mercado do peixe muito próximo do local de estacionamento

   

Os seus monumentos, museus, gastronomia, o enquadramento da urbe, a vida calma que por ali se vive, fazem desta etapa uma paragem sempre agradável, mesmo que não tenha área de serviço para autocaravanas.

E não esquecer que nesta cidade passa o “Metro”, que nos leva em 45 minutos, ao centro da cidade do Porto.

O Centro de Ciência Viva de Vila do Conde nunca tinha sido objeto da nossa visita, estava na altura de o ficarmos a conhecer. Fica situado no lado nascente da cidade, e o passeio do local de estacionamento da autocaravana até ao Centro, é um agradável passeio ao longo da margem norte do rio Ave.

Instalado no antigo edifício da cadeia civil, ainda podemos ter uma ideia de como se organizava a vida dos reclusos.

Hoje é um polo de difusão da cultura científica de muito interesse.

A exposição interativa sobre o sangue e a sua importância na vida humana, seria só por si um motivo de interesse nesta visita, mas muito mais pode ser descoberto ao longo do percurso das exposições.

  

Finda a visita regressámos á autocaravana, estava na altura de fazer a estrada até Ponte de Lima, ao encontro da Romaria da Feiras Novas.

Antes de chegarmos á romaria, tínhamos de passar por uma área de serviço para a mudança técnica, no estacionamento disponibilizado em Ponte de Lima podia não ser possível, e gostamos de não estar preocupados com a falta de água ou com a sanita química…

Ficava em caminho e costuma ser uma boa opção, quando viajamos por perto de Viana do Castelo.

A área de serviço para autocaravanas localizada no InterMarché de Mazarefe.

N 41° 40’ 48’’

W 8° 45’ 58’’

Instalações ótimas, e possibilidade de colaborar com esta cadeia de supermercados que nos trata tão bem, fazendo o reabastecimento de combustível e do frigorifico para a festa.

Autocaravana preparada, estava na hora de nos juntarmos aos romeiros.

Uma aplicação disponibilizada pela organização da romaria, é uma ferramenta muito útil para se preparar a visita.

O parque destinado ao estacionamento de autocaravanas e que vem indicado na aplicação, estava quase cheio quando chegámos, restavam uns poucos lugares que rapidamente ficaram preenchidos e era sexta feira depois de almoço. (15€ para toda a feira)

Existem outros parques que possibilitam o estacionamento, podem experimentar este…

N 41° 46’ 27’’

W 8° 34’ 41’’

O fundamental é ter imaginação, haverá sempre um lugar á nossa espera, é o que fazem todos os que se dirigem ás feiras Novas, até os jardins serviam para montar as tendas…

Não é um parque de estacionamento, é o parqueamento dos feirantes. Tudo cheio.

E comece a festa…

   

 

Na aplicação para telemóvel, encontrávamos o programa dos eventos, e podíamos ir intervalando o acompanhar das concertinas e bombos com a visita aos muitos e variados stands de venda sempre presentes nestes eventos.

   

 

D.Pedro IV em 1826, deu provisão régia para que fossem feitas estas festas em honra de Nossa Senhora das Dores, e desde a sua criação que se destacam nas celebrações os concertos filarmónicos, as rusgas com as concertinas, os cantares ao desafio, os fantásticos cortejos etnográficos, as manifestações religiosas, as sessões de fogo de artifício e as feiras francas. Um pouco de tudo isto é o que procuramos mostrar nas fotos seguintes…

  

 

  

  

  

  

  

A animação ocupa as ruas de Ponte de Lima, que vão ficando cheias de cantares e da música das concertinas. De uma forma espontânea, vão-se juntando grupos que podem chegar a 12 ou mais músicos acompanhados das castanholas e dos reco-reco, e logo os cantares ao desafio se vão sucedendo, por vezes com alguma malícia, mas sempre deixando que a boa disposição e amizade prevaleça sobre as disputas canoras.

Dia e noite a música está presente, mas os crentes encontram sempre um momento de pausa para os seus santos de devoção.

Quando a noite cai parece que se forma um outro mundo. Para nós, é quando as festas das Feiras Novas, são mais autenticas. As iluminações, as barracas de venda de comida, os grupos musicais, os muitos populares, que de concertina ao ombro, vão andando de rua em rua, visitando as “igrejinhas” e, que com a sua música, enchem as ruas de alegria.  Ninguém fica indiferente, os bailes vão aparecendo e mudando de local, seguindo os artistas da noite…

  

Assistam na secção de vídeo do nosso site, ao vídeo:

“As concertinas nas Feiras Novas em Ponte de Lima”

Cada dia termina com espetaculares fogos de artifício.

Muito mais havia para mostrar desta romaria, mas deixamos a quem nos lê, que sinta vontade de por o motor da autocaravana a trabalhar, e num dos próximos anos nos faça companhia na viagem a Ponte de Lima, por ocasião das Feiras Novas, nós certamente que vamos voltar.

A chuva foi a nossa companhia no dia em que saímos de Ponte de Lima a caminho de Viana do Castelo, nova paragem no InterMarché de Mazarefe para mudança técnica e reabastecimento do frigorifico, o estacionamento em Viana foi no local habitual, o parque junto ao antigo navio hospital Gil Eanes agora transformado em museu e albergue de juventude. Uma visita a não perder.

Passeio por Viana uma cidade que nunca nos cansamos de visitar…

Do muito para visitar em Viana do Castelo têm dois locais que não devem perder, o Museu do Traje na Praça da República.

    

As bolas de Berlim da pastelaria “Zé Natário”, estas… malandras, foram a companhia do chá tomado na autocaravana depois do jantar e antes do passeio noturno por Viana.

  

O dia seguinte seria de regresso ao sul, viagem pela nacional sem nada de mais para assinalar, não fosse o problema que a autocaravana tem vindo a apresentar na passagem pela zona da Mealhada, ainda não compreendemos bem o que se passa, mas a direção começa a virar para a berma e acabamos sempre por ter de estacionar por ali num parque, e ir almoçar para fazer um pouco de tempo, e esperar que a autocaravana se convença a continuar a viagem até casa.

Reparem no liquido que fazia companhia, ao “pequeno porco” que ocupava o prato, seria por causa dele que o resto da viagem foi já a pensar na próxima saída… Talvez o Alentejo, para nos redimirmos nos sumos que essa região do pais tão bem sabe produzir.

 

FIM

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *