Viagem a Sevilha

Viagem a Sevilha

SERPA

ARACENA

SEVILHA

Finalmente a Primavera apresentava-se cheia de Sol, os dias de chuva pareciam ter sido afastados pelo S. Pedro , que finalmente se lembrava dos autocaravanistas.
Decidimos rumar ao sul para voltarmos a sentir a nossa autocaravana como um pequeno forno… que saudades das noites dormidas sem lençóis nem o aquecimento ligado… vamos para a Andaluzia.
Passado o Tejo seguimos pela estrada nacional, Setúbal, Alcácer, Torrão o destino do primeiro dia seria Serpa.
Estacionámos para a pernoita no parque á entrada da vila, um pouco inclinado, tem de se procurar o melhor lugar, ou sem que ninguém saiba, por os calços. ( os nossos são cinzentos para passarem despercebidos, mas também já tivemos uns pintados da cor do alcatrão…)

N 37° 56’ 48’’
W 7° 35’ 45’’.

Passeio pela vila que tem muito para se descobrir, é uma das localidades alentejanas de que mais gostamos, não deixem de visitar o Museu do Relógio, o Museu Etnográfico, as muralhas, saborear o afamado queijo, e… ficar pelas esplanadas saboreando uma bebida no cair da tarde.

(Ver na nossa viagem – “Do Peixe do Rio ao Queijo de Serpa” mais informação) Regresso á autocaravana para uma noite tranquila.

Segundo dia de viagem com o destino de Aracena, já em Espanha. Estacionamento no local habitual.

N 37° 53’ 24’’
W 6° 34’ 09’’

Este parque sem serviços para autocaravanas, é partilhado com os autocarros de turismo e veículos ligeiros, mas possibilita um estacionamento muito prático para a visita da cidade e da Gruta das Maravilhas, 5m a pé.
Veiculo devidamente fechado, e partimos para a visita ao principal ponto de atração desta terra da Andaluzia, “Gruta de Las Maravillas”.

Não se podem fazer fotografias… Nunca percebemos esta necessidade de proibir a obtenção de imagens, certamente que se partilhássemos as maravilhas que se podem observar na visita, muitos mais visitantes viriam..

Já devemos ter visitado as principais grutas da península, não as comparamos, mas estas merecem a viagem, já por cá passámos em viagens anteriores e estas são sempre um pretexto para se ficar por aqui uma noite.

A visita prolonga-se por mais de 50 minutos, e quando saímos estava na hora de regressar á autocaravana para se preparar o almoço. 

O café seria tomado numa das esplanadas da praça central da vila, com vista para o castelo.

A tarde seria passada numa visita pelas ruas de Aracena, o passeio até ao castelo parecia tentador…

Mas os quase 30 graus, hum… parece que vai ficar para uma próxima visita. Vamos ver as esculturas e as faianças que estão espalhadas pelas “Calles”.

Mas estava na hora de introduzir alguma cultura nesta visita, vamos visitar o “Museo del Jamón”.

A visita começava com uma exposição sobre os cogumelos, a sua importância para os ecossistemas, a identificação das várias espécies, a colheita e a forma de os consumir.

No museu está instalado no Centro de Interpretación del Cerdo Ibérico. Durante a visita vamos abrindo as portas, dos segredos bem guardados, desta estrela da gastronomia Ibérica.

Modernos meios audiovisuais, vão explicando todo o processo de criação dos porcos nos campos de montado, até ao produto final, a Paleta de Jamón.

Terminamos a visita com explicações sobre a melhor técnica de corte e o mais importante… uma sessão de prova!

Finda a visita, fomos testar no bar junto ao museu, as “Castanhetas”, uma iguaria muito elogiada pelo guia que nos tinha acompanhado na visita. Para os que desconhecem esta delicia…aqui fica a explicação do que se trata – As glândulas salivares do porco!!!
Uma experiencia que não devem perder…
Verdade se diga, que tivemos de acompanhar o “petisco” com várias canhas, sempre ajudavam a esquecer o nome…

Terminámos o dia com um passeio pelas animadas ruas e praças de Aracena.

Uma noite tranquila com temperaturas perto dos 25 graus, que saudades tínhamos destas noites sem o aquecimento ligado.
Pequeno almoço tomado seguimos para Sevilha.
A estrada até Sevilha não oferece qualquer dificuldade para as autocaravanas, apenas uma zona de serra com mais curvas, o final do percurso é feito em autopista grátis, para os que possuem GPS, a introdução dos dados da localização da área de serviço para autocaravanas de Sevilha, vai facilitar em muito, o fácil acesso a este local de estacionamento.
N 37° 21’ 46’’
W 5° 59’ 40’’

Area Sevilla Paga 12€ /24H

Situada muito perto do recinto da “Feria de Sevilla”. Tem uma pista para bicicletas até ao centro da cidade, a pé podem ser 20m de passo ligeiro até ás principais atrações.

O táxi é sempre uma boa opção, especialmente no período noturno… 8€. Nós dividimos o táxi com uns companheiros espanhóis, e 5m depois na cidade, já visitávamos uma atalaia que remonta ao século XIII, a Torre del Oro. Os principais monumentos ficam muito perto, a Catedral de Santa Maria da Sede, a maior de Espanha e a terceira maior do mundo, ocupa o local onde se erguia a Mesquita Alfama de Sevilha.

Foi construída pelo Califado Almóada, com a função de vigiar possíveis invasões pelo rio Guadalquivir. Tinha uma gigantesca corrente que se desenrolava sob a água, e era erguida para impedir a passagem de barcos indesejados. Mais tarde foi prisão e chegou a abrigar as riquezas chegadas nas frotas que vinham das Índias Orientais e Ocidentais, durante a época colonial .

Os principais monumentos ficam muito perto, a Catedral de Santa Maria da Sede, a maior de Espanha e a terceira maior do mundo, ocupa o local onde se erguia a Mesquita Alfama de Sevilha.

Local de sepultura do Cristóvão Colombo e de outros notáveis de Espanha, é considerada Património da Humanidade pela Unesco.
A sua Torre chamada da Giralda, devido ao catavento colocado no cimo, data do século XII e era o minarete da antiga mesquita.
A catedral começou a ser construída no ano de 1401 e os trabalhos continuaram até cerca de 1433. Com os seus 11.520m2, é a maior catedral gótica do mundo.

As filas para a entrar na catedral eram intermináveis, para que estiver interessado na visita, deve fazer a compra dos ingressos na “net”. http://www.catedraldesevilla.es

Nas estadias anteriores em Sevilha, tínhamos feito todo o percurso de visita deste monumento, decidimos então ir rever o Alcázar, fica muito próximo.

A espera para a entrada era menor, e lá fomos procurando alguma sombra, até podermos transpor as portas deste monumento. 

Os Reales Alcázares de Sevilla, Começaram a ter um aspecto próximo do atual no ano de 720, após a conquista de Sevilha pelos Árabes. Usados como residência pelos seus líderes, contribuíram em 884 para evitar a invasão da cidade pelos Vikings.

Para a sua construção foram chamados artesãos toledanos e granadinos, um dos palácios é da mesma época do Alhambra de Granada. Após a reconquista, Afonso X o sábio, fez as primeiras reformas concluídas em 1364 pelo rei D. PedroI o Cruel.

Foi o primeiro palácio de um rei castelhano que não estava protegido atrás das muralhas de um castelo.

Os Reales Alcázares de Sevilla, Começaram a ter um aspecto próximo do atual no ano de 720, após a conquista de Sevilha pelos Árabes. Usados como residência pelos seus líderes, contribuíram em 884 para evitar a invasão da cidade pelos Vikings.

Para a sua construção foram chamados artesãos toledanos e granadinos, um dos palácios é da mesma época do Alhambra de Granada. Após a reconquista, Afonso X o sábio, fez as primeiras reformas concluídas em 1364 pelo rei D. PedroI o Cruel.

Foi o primeiro palácio de um rei castelhano que não estava protegido atrás das muralhas de um castelo.

O estilo mudéjar em que foi construído, transporta-nos para épocas e ambiências das Mil e uma Noites.

Para maior comodidade na visita, comprem os bilhetes de ingresso no site do Real Alcázar de Sevilha.
www.alcazarsevilla.org
Antes de terminarem a visita, não deixem de se passear pelo jardins, que certamente não mais esquecerão.

Passear entre uma vegetação verdejante, onde se misturam elementos árabes, renascentistas e modernos, pode ser um dos momentos mais agradáveis da vossa visita a Sevilha. Percam-se pelas veredas, descubram os inúmeros pontos de atração que estes jardins encerram, e quando transpuserem a porta de saída dos Reales Alcázares, vão agradecer á vossa autocaravana, todas as viagens que esta lhes tem proporcionado. Estava na altura de procurar um bar para saborear umas tapas, nada mais fácil, ao sair do Alcázar, estamos no bairro mais típico de Sevilha.

Por entre as estreitas calles vão descobrindo pátios onde a Fiesta acontece, e as salas de flamengo se preparam para os espetáculos da noite…

O antigo bairro dos ciganos junto ao rio Guadalquivir chamado de Triana, é hoje um dos pontos mais turísticos da cidade, encontrar os seus antigos moradores pode ser difícil, mas neste bairro que fica junto ao centro histórico, certamente que vão encontrar as casas de tablao flamenco e sevilhanas, restauração com a típica oferta das tapas, e muitos turistas… mas é um lugar que não se pode deixar de visitar.

O próximo destino desta visita seria a Plaza de España, fica situada no Parque de Maria Luísa.

Construída em 1929 para fazer parte da Exposição Ibero-Americana desse ano, é um bom exemplo da mistura dos elementos arquitectónicos da Andaluzia,

Passear pelas suas arcadas, remar num dos barcos que se podem alugar no lago semi-circular que acompanha a praça, visitar os painéis que retratam episódios da história espanhola, ficar a saborear o fresco que vem do parque próximo, todos os motivos são bons para nos deixarmos ficar por este local, observando o cair da tarde.
Regressámos ao centro histórico de Sevilha para uma ultima bebida numa das muitas esplanadas que circundam a catedral, quando fomos surpreendidos por algo inusitado, um grupo de jovens acompanhados pelos pais, preparavam o desfile de uma procissão… mas tudo á sua escala…

O orgulho dos progenitores estava patente na forma como compunham e incentivavam os jovens para que a compostura apresentada fosse a condizente com o momento.

Todo o espírito da Andaluzia estava presente neste momento, o “salero” das jovens vestidas com o traje sevilhano…

Ou o orgulho como um outro jovem ostentava umas calças típicas da Andaluzia…

Mostravam que o prazer de viajar para estas paragens e encontrar todo o tipicismo das suas gentes, se iria manter por muitos anos.Visitar os monumentos, apreciar as paisagens, experimentar a culinária, conhecer a história, e ver como a Espanha se projeta no futuro, são motivos mais do que suficientes, para que um destes dias voltemos a por o motor da autocaravana a trabalhar para percorrermos estes caminhos.
http://www.andalucia.org

ASÍ ES ANDALUCIA

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